terça-feira, 27 de julho de 2010

NO PRINCÍPIO CRIOU DEUS, OS RELACIONAMENTOS

Gênesis 2.18-25

   Pesquisadores descobriram um dos principais motivos que levam as pessoas a afirmarem que são felizes: relacionamentos íntimos. Muitos podem até dizer: mas quem lidera essa pesquisa é a fama e a fortuna, mas nós fomos criados para nos relacionar.
   Ao contrário do que é propagado, o ponto de partida da sexualidade não é o prazer, mas sim, o relacionamento.  Este fato pode ser comprovado olhando para o futuro eterno: “nem se casam nem se dão em casamento; são, porém, como os anjos no céu” (Mt 22.30). No céu ninguém morre, logo, ninguém precisa nascer. A população do céu será formada por um número definido de pessoas, elas irão se relacionar e terão sentimentos, deleites e prazeres incomparavelmente maiores do que tudo que fizeram aqui neste mundo. E tudo isso sem sexo.  




  Existe ainda um modelo maior de relacionamento: o próprio Deus.
É antigo e muito conhecido o seguinte pensamento:

Se Deus fosse uma pessoa, haveria poder;
Se Deus fosse duas pessoas, haveria amor;
Mas Deus é três pessoas, por isso há comunidade.




“A sexualidade humana é uma benção concedida pelo Criador para ser desfrutada pela criatura em temor e obediência, para sua alegria e realização pessoal.” (Profº Carlos Osvaldo)

Base: Revista JOVENS, nº10. Lição 1, por: José Humberto de Oliveira. 
Há cópias/trechos retirados da lição.

Ao ver a Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, podemos dizer que Deus nos ensina a ser “pessoa” através das “pessoas” da Trindade. Por quê? Porque o relacionamento entre Elas é caracterizado por três realidades, basicamente.

1.   Comunhão: É a participação mútua e o relacionamento íntimo entre as Pessoas da Trindade. Em João 17.10 o Senhor Jesus Cristo demonstra isso: “Pai... todas as minhas coisas são tuas e tuas coisas são minhas.”
2.   Individualidade: Deus não Se transforma num momento Pai, outro em Filho e outro no Espírito Santo. A Escritura afirma: “há três” (1 Jo. 5.7). Isso pode ser ligado ao fato do relacionamento carnal “tornando-se os dois uma só carne.” (Gn 2.24). Ninguém deixa de existir, nem de ser o que é. O fato é que apenas ocorre uma união de dois seres, ao se unirem os dois se tornam um.
3.   Liberdade:  Assim como na Trindade, ninguém deixa de ser algo apenas pelo fato de ter ocorrido uma união. Na liberdade um não impede o outro de fazer o que quer, e nem de ser o que é. No propósito original de Deus o relacionamento homem-mulher é marcado pela liberdade de ser e agir, o que estraga é o pecado.

   Quando Deus criou o homem, não o criou porque estava Se sentindo só, mas para relacionar-Se.
   A expressão “à imagem de Deus” se refere ao homem como um ser racional, social, espiritual e moral. A imagem racional se caracteriza em diferenciar o homem do animal. Na imagem moral Deus colocou no homem a responsabilidade de controlar os seus impulsos (Gn 4.7-8). O fator principal é a imagem espiritual,o homem pode manifestar alguns atributos a Deus (amor, justiça, bondade, etc) além de adorá-Lo e manter comunhão com Deus. A imagem social (a última imagem) é a tendência de gostar e querer a companhia de outras pessoas. Podemos ver esta prática nas muitas associações, sindicatos, clubes, igrejas, comunidades, partidos e na célula-mãe da sociedade – a família.

   “Não é bom que esteja o homem só; far-lhe-ei uma companheira frente a ele.” (Gn 2.18 – Versão Literal. Torah, A lei de Moisés).

1.   “Não é bom que o homem esteja só”
Deus queria que a humanidade também vivesse a bênção de relacionar-se. Se observar atentamente, verá que a palavra “bom” aparece sete vezes (versão Atualizada) de Gênesis 1.1 até 2.12. Mas quando chega em 2.18 ele diz: “não é bom”.

“A sexualidade humana foi estabelecida como algo com e necessário. Necessário para Deus cumprir seus propósitos e bom para o homem” (Carlos Osvaldo Pinto)

2.   “Far-lhe-ei uma auxiliadora”
Esta mesma palavra aparece em Salmos 33.20 e 146.5, quando afirma que Deus é nosso auxílio (cf. Hb 13.6). O que mostra a posição honrosa da mulher no propósito original de Deus: ao lado do homem.

3.   “Companheira frente a ele”
A frase hebraica significa “como correspondente a ele”, completando-o justamente pela diferença. O que já é uma clara oposição ao homossexualismo, porque não há diferença nos corpos físicos. Portanto, não há o que ‘completar’ quando os corpos são iguais. Mas a diferença feminina no corpo, na mente, nas emoções e nos sentimentos é que, ao completar as características masculinas, forma a unidade do casal.

E Deus criou a sexualidade

“Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gn 2.24)

“tornando-se os dois uma só carne”. Neste trecho, o termo “carne” se refere aos órgãos sexuais, sem nenhuma possibilidade para outra interpretação, é uma aberta referência ao enlace sexual. Em Gênesis 1.28, o Criador já havia ordenado: “Sede fecundos, multiplicaivos, enchei a terra.” Evidentemente que esta união física também os tornou um só pessoa, um só coração, um só corpo, pois é sinal de uma união íntima e inseparável.
   “Na perspectiva cristã, o corpo e a alma são sagrados. A sexualidade está inscrita tanto no corpo como na alma. Portanto, jamais deveria ser vista e vivida de outra forma que não fosse sagrada” (Amauri Cardoso). E somente aqueles que estão em Cristo podem compreender e viver a plenitude da sexualidade.

A sexualidade, os relacionamentos, os compromissos estão totalmente ligados à Pessoa do próprio Deus. Sexo sem compromisso não recebe apoio bíblico.

2 comentários:

  1. Adorei seu blog...estou te seguindo...me visite também e me seiga se gostar! bjo

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  2. Amiiga, adoreei o Post, Perfeito *-*

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